sábado, 31 de março de 2012

Para refletir


Adoro poemas, poesias, versos, dizeres e... dias ensolarados....Tenho meus escritores prediletos que não abro mão de acompanhar vida, carreira e livros, mas independente de nomes, gosto de ler e tirar minhas próprias conclusões. 
Por muitas vezes o que estou lendo, faz todo o sentido e parece até que foi escrito para mim. (imagine!!) E cada vez que leio ou recebo alguma coisa interessante fico ansiosa em compartilhar.
Vale a pena, 5 minutinhos e tudo pode mudar!!

O que acontece no meio , 

 Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio
é  o que importa.
No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é
ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar
pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma
surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.
Que a primeira metade da  vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser
ainda melhor, se a gente  aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início.
Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa
preta de vez  em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro.
Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que
estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação,
e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais.
Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.
Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido
pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares
excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa.
Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão.
Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo
para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio.
Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito
de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.
Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda,
qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só
acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco
e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela
vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos
exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).
Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão,
não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca
do prazer, há outras coisas que também levam ao êxtase: um poema, um gol,
um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário.
Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você
segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando
com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade.
E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma
vida toda, esse meio todo.
MARTHA MEDEIROS



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