quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fabi no Portal de Artesanato


Quem recebe o e-news do Portal de Artesanato já deve ter visto a matéria daqui do Atelier, e para quem ainda não teve a oportunidade, segue o link:
http://www.portaldeartesanato.com.br/entrevista/35/Fabiane+Guimaraes


O hobby que começou com uma salinha para guardar os artesanatos se transformou no Atelier Fabiane Guimarães, um aconchegante espaço no bairro paulistano das Perdizes. Em uma conversa descontraída, acompanhada de um café e deliciosos cupcakes, a anfitriã mostra como o negócio cresceu sem perder a personalidade intimista

Por Oscar Neto
Fotos Rodrigo Estrella


“Percebi que as coisas deixariam de ser uma casinha de bonecas.” Foi assim que Fabiane Guimarães definiu o momento da guinada de seu atelier. O confortável espaço caminha para os dois anos e meio de existência, e é lá que a artesã vende seus trabalhos, insumos e ainda o principal produto da casa: as aulas diárias de pintura.


Muitas curiosidades embelezam todos os capítulos dessa jornada, que começou precocemente, aos 15 anos de idade de Fabiane. Nessa época, a jovem fazia trabalhos que ela chamava de colagens, só mais tarde descobriu que se tratava da autêntica découpage. Mas nem por isso ela deixou de ter uma vida comum. Fabiane terminou a escola com 17 anos e emendou uma faculdade. O curso escolhido foi o de publicidade e propaganda, e ela até trabalhou um ano em uma empresa na área de marketing. No entanto, a insatisfação com as atividades que realizava acabou obrigando-a a pedir as contas e buscar novos rumos.

Nesse momento, o artesanato apareceu pela primeira vez com mais força na vida da “ex-publicitária” e, a partir daí, nasceu também o primeiro recanto artístico que seria a origem da ideia da artesã de montar um atelier.

“Aluguei uma sala numa casa para fazer e guardar minhas criações na Rua Capitão Messias, também em Perdizes. Não era uma loja ou galeria, era mais um cantinho exclusivo para desenvolver meus projetos. Eu pintava e criava, e nessa fiquei por sete anos. Mas, desde o instante em que abri esse espaço, descobri o que queria!”, conta Fabiane, que se lembra do momento exato em que optou convicta pelo artesanato: “Tinha uma entrevista de emprego marcada e, quando me ligaram para confirmar, eu disse que não queria mais.”

Fabiane já dava aulas nesse período, ministrava workshops em lojas e ateliers pela marca Camurcyl, fazia algumas encomendas, e, é claro, os passos para a nossa Faça Fácil e outras revistas da On Line Editora.
Sem perder a essênciaPara desenvolver essa paixão, sobrou muito estudo, dedicação e boas influências vindas até mesmo da Europa. “Comecei pintando sozinha o bauernmalerei (pintura campestre alemã). Minha irmã viajou para a Alemanha e trouxe algumas revistas. Eu as traduzia com um dicionário e ia aprendendo, aprimorando e, por fim, ingressei também na pintura country”, relembra Fabiane, que foi aluna de Eliana Zerbinatti, ícone do mundo artesanal, conhecida como a “Tia Lili”.

Depois desse perído de aprendizado, finalmente Fabiane despontou para abrir seu atelier. O espaço das artes, até então despretensioso, foi ficando pequeno e, assim, seria necessário e inevitável que ela pensasse pela primeira vez em mudar de local. “Procurava uma casa, mas, como os imóveis nas Perdizes são muito caros, acabei encontrando uma loja numa galeria de um edifício, localizado na esquina das ruas Cardoso de Almeida com Dr. Cândido Espinheira. Nisso percebi que as coisas deixariam de ser uma casinha de boneca, deixariam de ser uma simples ‘brincadeira’”, conta.

Agora, no coração de um charmoso bairro paulista no tradicionalmente repleto de ateliers em suas ruas, Fabiane Guimarães inaugura o seu. Um ponto de respiro para a arte num cruzamento movimentado e atravessado por trabalhadores apressados e vizinhos distraídos.

Aprendizado x ExperiênciaEm agosto de 2009, a mais nova empresária se mudou, pintou o ambiente e começou a decoração. Mas, como as aulas ainda eram (e são até hoje) a principal fonte da clientela local, o início dessa fase “lojista” teve desafios curiosos e engraçados para a proprietária. “Às vezes, estava dando aula e, de repente, chegava um cliente. Eu até me assustava, pois não percebia a sua presença, já que o salão é pequeno. Além disso, como as aulas eram o negócio, as pessoas queriam comprar as peças expostas, mas eu não queria vender (risos). Demorei para assimilar”, relembra.

E as coisas foram mudando e se moldando ao Atelier Fabiane Guimarães que visitamos nessa entrevista. A anfitriã, hoje com 36 anos, por sua vez, compreendeu o novo estilo de empreendimento que havia criado, e já analisa com um olhar mais aguçado a caminhada. “Aprendi que uma coisa é você fazer peças artísticas para uma revista, cheias de rococós. Outra é fazer peças para o público comprar. Tive que adaptar o  estilo e o preço, pois nunca venderia pelo valor que realmente custam. O marketing tem tudo a ver com o negócio e ajudou muito. Tem que trocar a vitrine toda semana, pensar no produto, onde ele vai ficar na loja, a divulgação, o boca a boca”, explica.






















outros links bacanas relacionados:
http://atelierfabianeguimaraes.blogspot.com.br/2012/02/fabi-na-faca-facil.html
http://atelierfabianeguimaraes.blogspot.com.br/2011/11/faca-facil-por-aqui.html




Um comentário:

Maithê disse...

Parabéns!
Tudo lindo!